Amar dói. * Irmão Tiago.
Quase
ninguém está disposto a renunciar a si mesmo em prol de uma obra do amorrr, a
não ser que essa pessoa seja a fundadora da obra e tenha entendimento o
suficiente a respeito do carisma e do propósito dela.
Quase
ninguém está disposto a renunciar à própria vaidade em prol da solidariedade, a
não ser que tenha um “chamado” e que tenha dito “sim” a esse chamado por conta
de missão e ser um inconformado com a situação difícil que alguns passam na
vida.
Quase
ninguém está disposto a renunciar aos próprios interesses em benefício de um
grupo porque – para muitos – o que importa são suas vontades e caprichos e não
do próximo.
Quase
ninguém está disposto a amar o não amável e amar as situações não amáveis
porque quem se deixa alterar em sua essência em situações pontuais difíceis,
esquecendo quem é, se deixa abater – preterindo o amorrr e desistindo.
Quase
ninguém está disposto a responder um “eu te amo” porque as pessoas só oferecem
aquilo que têm por dentro. Se não há amorrr suficiente, não podem compartilhar.
Preferem menosprezar um “eu te amo”. Repetindo, preferem menosprezar um “eu te
amo”.
Quase
ninguém está disposto a ultrapassar limites próprios em prol de uma obra do bem
e ainda deixar doer de tanto amar porque amar de verdade dói e porque o amorrr
não é querido e dá trabalho.
Quase
ninguém está disposto a ter trabalho com o amorrr, vai que se apega... é melhor
deixar como está, cheio de padrões sociais mentirosos como “quem ama é bobo”, “para
com isso”, “amar é para os fracos”, “olha onde cheguei por amar demais”, “amo quem
me ama”, “amo quem merece meu amor”.
Quase
ninguém está disposto a buscar o amorrr porque percorrer o caminho do amorrr
obriga (a quem percorre) a pisar em pedras, cascalhos, tropeçar, cair, pegar em
espinhos quando o objetivo era pegar uma flor, furar o dedo, sangrar, mas
sorrir porque valeu a pena sentir o cheiro da flor e oferecê-la a alguém (isso
é amar até doer). Percorrer o caminho do amorrr é encontrar pessoas que não “são”
pensando que “são”, amá-las e não se desiludir porque quem não “é” não “é” e
pronto, acabou.
Pra
falar a verdade, quase ninguém está disposto a amar porque amar é:
·
* dizer “sim” a ele
(ao amorrr) e o “sim” não tem volta;
· * se preparar para
as provas e passar por elas amando;
· * renunciar as
próprias vontades e vaidade;
· * se divorciar dos
caprichos individuais;
· * compartilhar seu
tempo;
· * se edificar e edificar
o “todo” de uma obra;
· * “ser” ao invés de “ter”
e sempre se lembrar de quem “é” quando o “como está” insiste em reforçar suas
imperfeições;
· * crer nas
dificuldades;
· * sempre ter certeza
de que o amorrr é paciente, paciente, paciente, paciente, paciente, paciente,
paciente, paciente.
Irmão Tiago
Niterói, 01 de março de 2019.
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